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Os defeitos de cada relacionamento Até onde as suas expectativas influenciam seus relacionamentos

 

Estive pensando esses dias sobre expectativas. Já falei por aqui algumas vezes sobre o quanto é desgastante viver com expectativas sobre as pessoas porque pensando de forma mais analítica, não existe possibilidade alguma de um outro ser humano que teve uma vida, uma criação, uma educação, uma família e outras características diferentes das que você tem, pensar e agir exatamente como você (quer).

 


Por isso, sempre a bandeira da não-expectativa, para que você não sofra, eu não sofra, ninguém sofra – como se o sofrimento fosse assim, tão fácil de ser administrado. E mesmo sabendo de todos os contras sobre ter expectativas, eu continuo criando as minhas sobre qualquer pessoa que eu venha a conhecer, e acredito que você também. Né?

Cultivar expectativas continua sendo algo inerente em nossas vidas, um comportamento que se tornou parte da nossa rotina. Acontece de forma automática. Portanto, será que a gente pode finalmente aceitar que as expectativas existem – mesmo sabendo que elas não necessariamente serão correspondidas – e aprender a lidar com elas? Será que existe algum Sindicato Dos Relacionamentos que permita esse uso (controlado, claro) das expectativas nos relacionamentos?

Onde eu quero chegar

Se nós aceitamos que as nossas expectativas existem e que elas não serão obrigatoriamente correspondidas, sabemos então que esperar atitudes, palavras e sentimentos específicos vindos da outra pessoa as vezes pode não passar de uma grande perda de tempo. Isso torna nossos relacionamentos tão curiosamente imperfeitos. Eles nunca vão ser exatamente como a
gente imaginou – ou como aparecia nos filmes da Disney.

Seu namorado pode te deixar algumas vezes esperando pra ficar mais tempo bebendo com os amigos. Ele pode ser meio sem noção quando conversa com suas amigas. Ele pode deixar de te fazer aquele elogio pra falar que você tá atrasada. Ele pode não ser muito sagaz, nem ter um ótimo humor, pode ser meio chatinho. Mas e aí?

 

 

A grande questão é: quais os defeitos dele que passam batido por você e quais te incomodam profundamente? O que você considera besteira e o que considera falta de atenção? O que é leve, o que é grave? Quais defeitos dele comprometem o a paz do seu relacionamento e quais te fazem rir de tão idiotas? Quais os defeitos dele que não fazem diferença nenhuma pra você (e só pro resto da sociedade)?

A verdade é que nenhum relacionamento é fácil. O que vai pautar se você deve continuar nele ou não são as respostas que você tem para as perguntas acima. Todo mundo tem defeitos. Eu, você e até a Madonna. Mas nossos relacionamentos se constroem a partir da paciência e da tolerância que a gente tem com os nossos próprios defeitos e também com os do outro.

E se os defeitos dele forem realmente muito graves, insuportáveis, ou apenas incomodem de alguma forma... Bom, aí já é um outro texto, né?


JULIANA BATAH

Oi, eu sou a Ju Batah! Tenho 25 anos e sou designer, ilustradora, webwriter e criadora do blog Vamos pra Vênus. Adoro falar sobre cotidiano e relacionamentos, e concluí que ninguém vive sem amor: principalmente o amor próprio!

 

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