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2017: o ano de Anitta Como a brasileira deu uma aula de xadrez e música no ano

 

O mundo é pequeno para Larissa. A garota de origem humilde virou MC Anitta, Anitta e agora, como dizem os americanos, “Anira”. Com vários smash hits em 2017, a cantora é a principal figura musical feminina do Brasil nos charts e começa muito bem a sua escalada para o mercado internacional. Mas afinal, o que é que ela tem?

 

Muitos tentaram, mas ninguém conseguiu o que Anitta já alcançou, principalmente se levarmos em conta que ela está no cenário desde 2013. Só isso! A estratégia simples e certeira veio da sua visão, inspirada nos meios utilizados lá fora. Com um clipe ao mês, o projeto “Checkmate” trabalhou as músicas como single. Ou seja, uma música de trabalho por vez. O que deu fôlego e possibilidade de cada canção alcançar o máximo de desempenho. Essa estratégia é comum no mercado pop americano, mas geralmente está apoiada num álbum ou EP. E aí que ela fez diferente: sem álbum e sem pistas do que estava por vir, Anitta foi soltando uma a uma de forma inédita. A cada novo clipe, tivemos um verdadeiro acontecimento nas redes sociais.

 

E não basta importar as estratégias e não oferecer um bom material. Anitta escolheu a dedo todas as suas colaborações para esta fase; de setembro até aqui, todos os singles brincaram com a variedade de gêneros. Por exemplo, “Will I See You”  tem um quê de rádio adulta com inspiração na Bossa Nova. “Downtown” com J Balvin continua crescendo no mercado latino e norte-americano, na onda dos sucessos que misturam inglês e espanhol. E se a complicada Iggy Azalea não tivesse estragado tudo, “Switch” também teria ido mais longe.

 

De Major Lazer à Tropkillaz, de Alesso à Pablo Vittar; não podemos fazer retrospectiva de 2017 sem citar as faixas que Anitta nos deu. Depois de aparecer no mundão com uma simples e bela estratégia, Anitta termina o ano com a cereja do bolo: o funk 100% brasileiro, “Vai Malandra”. Com refrão chiclete, rap em inglês e muito rebolado, esse é o verdadeiro cheque-mate do ano. Vai Malandra, an an! Conquista o mundo, porque aqui é tudo seu!

 

 


Nathalia Ferrari

Nathalia Ferrari é jornalista e fã da cultura pop; venera Madonna e Britney acima de todas as coisas. Apesar de nascida nos anos 90, não foi angeliquete, nem chiquitita. Superou essas e outras dificuldades. Viciada em maquiagem e chocolate. Sabe explicar a regra do impedimento e a linhagem Kardashian.

 

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