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Paraty por Paola de Orleans e Bragança Com o Verão chegando, Paola dá dicas de seu litoral preferido. Inspire-se!

Deixe seu salto em casa ou você passará metade do seu tempo olhando para o chão de pedras, tentando não quebrar o tornozelo. Me lembro que quando pequena, memorizava as pedras das calçadas para saber o caminho de volta para casa, como na historinha de João e Maria. João, aliás, é o nome que me faz lembrar Paraty.  

Paola - Paraty 1

Foi nos anos 60 que meu tio avô, João de Orleans e Bragança, comprou uma casa na Rua Fresca, e desde então a cidade vem sendo frequentada pela minha família, foi onde passei minha infância e onde minha mãe passou parte da dela.

Algumas fotos da minha mãe quando era pequena, ao lado do meu tio nas ruas cheias pela maré carregam uma lembrança forte em mim e essas paisagem que ainda são vistas idênticas, por lá. A cidade ainda mantém esse ar antigo e conseguiu como nenhuma outra se transformar e crescer sem se descaracterizar.

Paola - Paraty 9

Não é difícil ver estrangeiros que dividem seu tempo entre Europa e Paraty ou que esqueceram de vez o velho mundo e transformaram alguns sobrados ali encontrados, que pela fachada parecem simples casas coloniais, mas em seu interior estão recheados com uma decoração que deixaria qualquer A.D. com água na boca.

É um dos motivos do grande burburinho em torno da cidade. Até um bar exclusivo para sócios, que abre nas quartas-feiras e coloca qualquer cocktail bar em SP no chinelo, Paraty oferece. É um destino ímpar, para quem quer boa comida e praias calmas em uma atmosfera colonial. As pedras que formam a calçada dão o ritmo do andar, aqui corre-se pouco, passeia-se muito.

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Se quiser um pouco mais de velocidade pegue um barco e veleje por entre as ilhas da Baía. Os passeios de barco são essenciais, o preço varia muito e é bom negociar. Os melhores barcos são os dos pescadores, mas antes de fechar com um, ande pelo cais e escolha o barco que melhor convém.

Nosso marinheiro pilotava o Águia de Fogo, tivemos 4 horas de tempo bom e água morna. Paramos em algumas ilhas, nadamos até as praias e lá ficamos por horas. Paraty tem dessas coisas, sensação de dono do mundo, de atracar seu barco em um ponto e lá fincar a âncora e deixar o tempo passar. 

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Em um desses passeios decidimos pescar, paramos na frente da  Ilha do Mantimento e lá ancoramos. Em 1 hora o céu ensaiava a tempestade que estava por vir. Chuva deixou nossa visão completamente arreada, os gordos pingos d’água caiam no mar como bombas, água para todos os lados.

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Das pedras quentes condensavam a chuva em fumaça e uma branca névoa se formavam por aqui e ali, um caos molhado e frio. Foi lindo, voltamos com o jantar, 6 deliciosos peixes.

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Não há praias no centro de Paraty, com exceção um um minúsculo pedaço, exatamente 5 metros de areia no pé do forte. Prainha do Forte tem o acesso somente por trilha e pode sumir durante as marés altas.

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A Praia do Meio fica à 30 mim da cidade, acesso por Trindade que se assemelha a uma vila hippie, com acampamentos e lojas de incenso. É linda, mas se for feriado, desista, a praia estará lotada.

Paola - Paraty 4

Se mesmo assim estiver com disposição, dá para encontrar sossego na praia ao lado, passando por uma trilha rápida logo chegamos a Praia do Caixadaço.. Dormimos umas boas horas nessa praia.

Paraty, não tem época boa para ir, é época certa o ano todo.

Confira mais textos de Paola e as fotos de Tinko Czetwertynski (seu marido) no blog deles: www.thelushness.com
 

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